Os riscos da perda de massa magra para a saúde

Autor: Dra. Carolina Pimentel
Especialistas alertam sobre o impacto que a perda de músculos tem sobre a saúde

Especialistas alertam sobre o impacto que a perda de músculos tem sobre a saúde

 

O excesso de peso é uma realidade no Brasil e atinge 53,8% da população adulta no país segundo dados do Ministério da Saúde. Um dos impactos disso é o aumento de doenças, como diabetes, colesterol alto e também da chamada obesidade sarcopênica, que é o acúmulo de gordura e a baixa quantidade de massa magra (músculos) no corpo.

Foco de uma revisão de 12 estudos realizada na Universidade de Tufts, em Boston (EUA), essa condição está relacionada a doenças crônicas e também ao risco de morte. “A obesidade sarcopênica geralmente vem acompanhada pelo acúmulo de gordura visceral, que fica próxima a órgãos vitais. Ela é responsável síndrome metabólica, aumentando o risco de derrames e infarte”, fala a Dra. Carolina Pimentel, nutricionista e membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife Nutrition.

Segundo a nutricionista, a obesidade sarcopênica resulta do conjunto de “uma dieta pobre, muito rica em energia, sedentarismo e o envelhecimento da população, uma vez que a perda de massa magra diminui naturalmente após os 40 anos”, explica a especialista.

O desafio de emagrecer com saúde

Para a Dra. Carolina Pimentel, o emagrecimento sem a perda de massa magra também é outro desafio. “Mas é possível evitar esse quadro desde que a pessoa tenha uma ingestão adequada de proteína e pratique exercícios de força, como a musculação”.

A especialista ainda chama a atenção para a qualidade nutricional dos alimentos (ou densidade nutricional). “É importante que a alimentação seja rica em micronutrientes essenciais (vitaminas e minerais) para o corpo combater os radicais livres e otimizar a síntese de proteína (ganho de músculos)”, esclarece a nutricionista.

Nesse sentido, o famoso Índice de Massa Corpórea (IMC) deixa de ser um dado relevante, já que não leva em conta a quantidade de gordura e músculo presente no corpo do indivíduo. Diferente do que acontece com outros exames, que são capazes de mensurá-los, além de identificar a localização da gordura no corpo -- se é subcutânea ou visceral. “Ao identificar a quantidade de músculos que o indivíduo possui, também é possível definir qual deve ser ingestão de proteínas por dia”, conclui a Dra. Carolina.